Programação da tarde reuniu coletivos indígenas para compartilhar experiências e ensinamentos entre os participantes do Seminário 20 anos Cultura Viva e Povos Indígenas, nesta terça 02, em Coxilha.
Durante a tarde, a programação seguiu com a roda de conversa “Trajetórias e experiências de Pontos de Cultura Indígena”.
Moderada pela presidente de honra da Organização Indígena Instituto Kaingáng, Inka, Andila Nĩvygsãnh, coordenadora do Ponto de Cultura Kanhgág Jãre, a atividade contou com a participação da liderança Kaingang, Adalton Cordeiro da Associação Indígena Laranjal da Terra Indígena Ivaí, de Manoel Ribas (PR), da assistente de Kujá, Susilene Kaingang, do Ponto de Cultura Museu Worikg, da Terra Indígena Vanuíre, de Arco-Íris (SP), do indígena jornalista Luan Tremembé, do Ponto de Cultura Recanto dos Encantados, da Terra Indígena Tremembé, da Barra do Mundaú (CE), do representante do Ponto de Cultura Aporã Ete, Mario Jacintho Junior, indígena do povo Guarani Nhandewa, Floresta Estadual Metropolitana de Piraquara (PR), e a representante do Ponto de Cultura Coletivo Gatén, Méri Terezinha, da Terra Indígena Foxá, de Lajeado (RS).

ANDILA NĨVYGSÃNH MODERA A RODA DE CONVERSA DOS PONTOS DE CULTURA INDÍGENA. Foto: Sônia Kaingáng

Os ponteiros fizeram uma retrospectiva de suas trajetórias e refletiram sobre o papel dos professores indígenas neste momento das políticas culturais, da luta pela profissionalização nos Pontos de Cultura, sobre a animosidade dos gestores públicos com povos indígenas, do cuidado com a realização de pesquisas que não trazem devolução às comunidades, o combate a noção de que escolas indígenas são escolas de campo e o apoio às crianças e jovens em sua permanência escolar e universitária, entre outras demandas.
Um documento do evento está sendo elaborado reforçando a importância do protagonismo indígena na construção, defesa e fortalecimento das políticas públicas de cultura no Brasil e será submetido à plenária do Seminário nesta quarta, 03, no encerramento.






