Professores indígenas e jovens artistas do povo Kaingang, RS, finalizaram seus trabalhos na 2ª Oficina de Formação em Patrimônio Cultural do Instituto Kaingáng, no domingo, 12.
A Organização Indígena Instituto Kaingáng, Inka, agradece mais uma vez, a participação dos professores Kaingang em sua 2ª Oficina de Formação em Patrimônio Cultural, realizada dos dias 10 a 12 de outubro, no Pontão Kaingang, em Coxilha, no Rio Grande do Sul.
Nas palavras da presidente do Instituto Kaingáng, Andila, aos professores, ficou a mensagem, “a gente se esforça muito para realizar um encontro presencial para vocês, podem ter certeza, então gostaria que vocês dessem um retorno, que cheguem aqui e que aprendam, levem algo, assumam com responsabilidade a questão da cultura em sala de aula. Sinto que a educação escolar indígena não está contemplando aquilo para o qual foi criada, e o risco disso é a gente perder a nossa língua, perder nossa cultura, e perdendo isso, nós deixamos de ser Kaingang. Desde as últimas décadas o Governo não quer a gente falando a nossa língua, com as danças e os cantos, porque daí eles ensinam tudo o que é deles para nós, essa é a intenção do Governo. Só está camuflado de maneira diferente, pode perceber, a educação escolar indígena não avança porque quem paga os professores indígenas é o Estado e o Estado não cobra, e isso para que a nossa cultura desapareça e muitos professores não percebem isso, o momento de virar a mesa é agora”, destacou Andila.
Os professores concluíram os trabalho como da oficina de pintura, realizando desenhos para a COP-30, uma ideia para exposição durante a Cúpula Global das Mulheres Indígenas, no Museu Emílio Goeldi e também na Aldeia COP, fortalecendo a campanha “A Resposta Somos Nós”.
Na ocasião, os professores também aprovaram a logomarca do Pontão Kaingang, que homenageia a sabedoria e o conhecimento dos mais velhos simbolizada na cestaria, particularmente o balaio tradicional Kaingang, contendo as duas metades clânicas Kamẽ e Kanhru.
Sobre a formação, o professor Vanderlei Bento, da Terra Indígena Monte Caseros se diz satisfeito, “fui convidado para essas oficinas da nossa cultura Kaingang e aprendi bastante, quero poder repassar a nossa cultura que ultimamente vem se perdendo, para ensinar nossos filhos e principalmente nossos pequenos em sala de aula”, finalizou.
Por: Sônia Kaingang













